domingo, 11 de outubro de 2020

Ler Pra Que?!

22 anos, falando diretamente no olho de 100 ou 500 alunos em auditórios de escolas, e de repente... COVID 19! Como disse Belchior: “... gente jovem reunida, na parede da memória, esta lembrança é o quadro que dói mais...” No entanto, na mesma poesia ele diz que “o novo sempre vem”... Ser contemplado no Edital 01/2020 do FACDIGITAL-RS me colocou diante de um novo desafio, fazer um vídeo para viver no mundo digital... foram dias de Youtube e uma centena de vídeos assistidos para tentar aprender... confesso que vi até o Felipe Neto... e descobri que é mais fácil falar sem microfone para 1200 alunos em um auditório... do que para aquela luzinha brilhante na tampa do Notebook...

LER PRA QUE?!

     

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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Para Questionar!

 


Ao falar de leitura para alunos da séries finais do fundamental e para o ensino médio, acredito que não se deve associá-la exclusivamente a livros, principalmente aos didáticos, que tradicionalmente trazem um conhecimento alheio e alienado ao ambiente do aluno, mas dar destaque aos textos do cotidiano.

O desinteresse na leitura pelos alunos é o principal desafio. Para enfrentá-lo é necessário conhecer a realidade do aluno, é preciso ter consciência de quais problemas vivenciam, pois esses problemas apontaram tantos os empecilhos como as alternativas para tratar o tema de uma maneira que eles se interessem e se conectem.

Os dados coletados por esses alunos sobre seus relacionamentos sociais, podem ser associados a conceitos de interpretação, que serão correlacionados ao saber de leitura que eles já praticam sem ter noção. O assunto é Hip Hop?! Ok, vamos falar de racismo estrutural e interação social! Mas, profê! Gosto Rock n Rool! Sem problemas, iremos falar também dos Beatniks! Sim... você terá que explicar o que é racismo estrutural e interação social, e terá que falar sobre a geração Beat... Ou seja, você terá que elaborar uma metodologia diferenciada, para transmitir técnicas e estratégias para desenvolver habilidades de leitura.

No ensino da leitura á que se insistir no compromisso com a realidade: quem são os beneficiários, qual sua situação, quais suas carências e inquietações, como devemos proporcionar as ferramentas para reduzir ou eliminar o desinteresse, como devemos “seduzi-los” para que se apaixonem e se transformem – eles mesmos – em leitores proficientes?! São questões que fazem parte do jogo.

Nas entrelinhas desse desafio, percebe-se o quanto as necessidade dos alunos são importantes no processo, incluindo o famoso exercício pedagógico com o auxílio das tecnologias. Por essa razão o estimulo de leitura deve ser afetivo e efetivo. À medida que o aluno percebe as possibilidades que ela oferece e compreende sua função social, a leitura passa a ser entendida como uma atividade importante da sociedade.

E por último, para que sejam estimulados externamente e internamente na aprendizagem de leitura, o melhor recurso para a mudança de atitudes e de comportamento é sem dúvida a motivação. Portanto, saber motivar é um requisito essencial a todo leitor que pretende desempenhar o papel de incentivador de leitura com compromisso e de maneira prazerosa. Quando o objetivo é atingido, o aluno começa a buscar por si mesmo, novas formas de aprender e socializar suas ideias, consequentemente deixando de colocar desculpas para não ler.

Esse, ‘ser leitor’ refere-se, ao leitor de literatura sobre leitura. Ser conhecedor do tema e do seu público são condições fundamentais, porque sem elas é muito difícil que se transmita o gosto por ler e alcançar os objetivos traçados em qualquer projeto deste tipo; não se pode esquecer que formato e adequação a um contexto adquirem especial importância no processo de aprendizagem.

Como bem disse Gustavo Bombini, “Propiciar uma visão sociocultural sobre as práticas de leitura não significa meramente incorporar a maneira de celebração da diversidade e do dado contextual em que essa prática se produz. Trata-se de colocar em prática estratégias de leitura em que seja possível recuperar a voz dos leitores como perspectiva a partir da qual se observa o processo de construção de significado.”

Atualmente o exercício democrático exige leitores capazes de substituir respostas por interrogações, tal qual escreveu o poeta Eucajus:

                        O FILOSOFO E O POETA

Filosofo – Ler, para quê?!

Poeta – Para questionar, caro amigo... Para questionar...