quinta-feira, 2 de abril de 2015

O leitor movente, fragmentado



É o leitor que surge pós Revolução Industrial, aquele que viu as locomotivas trazendo esperanças em formato de produtos produzidos em grande escala, que ganharam horários rígidos nas fábricas e que tudo isso, junto com o cinema, a luz elétrica, o telégrafo, depois os jornais, revistas e tudo que poderia cercar as pessoas com informações. Todos os lugares tinham textos que acendiam e apagavam nos luminosos dos estabelecimentos comerciais dos mais diversos tipos, além de cartazes de propaganda, rótulos de produtos, fachadas, automóveis, placas de sinalização. Médicos, veterinários e advogados viraram produtos também. Os centros comerciais e as ruas e passaram a ser grandes vitrines com todo tipo de informação, que é lida rapidamente e sem intimidade, numa batida de olhos, onde pessoas passam a todo momento praticamente que despercebidas entre o leitor e elas, que também podem ser leitores desse tipo. Imagens e textos que seduzem e fazem produtos serem vendidos ou simplesmente desejados. Todo mundo (leitores moventes) lendo tudo ao redor, rapidamente e com menos concentração e com a pressa que a vida pós Revolução Industrial foi emprestando pra todos. É o leitor intermediário entre o contemplativo e o imerso.

http://designices.com/os-3-tipos-de-leitores-contemplativo-movente-e-imersivo/