quinta-feira, 2 de abril de 2015

Bibliomania



BIBLIOMANIA
A principal diferença entre bibliofilia e bibliomania está baseada na motivação. Enquanto que para os bibliomaniacos não existe limite ou controle para o ato de se comprar e acumular quantos livros for possível, os bibliófilos, que também são famosos por acumularem livros, os compram pelo apreço e conhecimento. É como se os primeiros se importassem com a quantidade enquanto que os segundos pela qualidade, importância e valor do livro.

A diferença às vezes é muito tênue entre um ou outro e apesar de serem comportamentos muito antigos, são influenciados por características sociais, econômicas e culturais diferentes.

A diferença entre bibliófilo e bibliómano, não é a essência, mas o grau de intensidade. Muitas ocasiões, a bibliofilia degenera em bibliomania. E por isso, o bibliómano pode ser um homem ilustrado, um escritor, um investigador, sequioso de encontrar documentos e temas para os seus trabalhos. Qualquer destes indivíduos, porém, sente gosto em mostrar as suas coleções, experimenta vaidade em ter obras raras, que mais ninguém possua.
Por mais que seja estudada, ainda não há um consenso sobre a motivação de se comprar livros demasiadamente. Donald Dickinson diz que é uma necessidade e urgência de completar um desejo de controle e de reconhecimento. Em geral, coleções particulares de livros refletem os gostos literários de seus possuidores e nascem com o desejo particular de adquirir conhecimento sobre determinado assunto. Os bibliomaníacos não possuem esse crivo.
Pela sua formação etimológica, bibliomania pode ter o significado de loucura dos livros - biblio (livros) e mania (de loucura, excesso). Na literatura também encontramos autores que afirmam que é uma doença, um distúrbio, que na maioria das vezes pode ser tanto benéfico quanto maléfico e assim como procuramos distinguir as definições entre bibliofilia e bibliomania, muito se confundiu por amor e loucura pelos livros.

Existem algumas divergências também nas definições daqueles que foram contaminados pela mania de colecionar livros. W. T. Rogers, por exemplo, argumenta que “um bibliomaniaco é aquele que compra aleatoriamente e tem gosto em caçar as maiores raridades com o único objetivo de possuí-las” ao passo que Falcone Madan afirma “que os bibliomaniacos vivem apenas pela caça (sentido de aquisição) e por isso desprezam se são caros ou baratos”.

Dessa forma, podemos considerar características da bibliomania como uma excessiva consideração, estima e cuidado por livros; assim como uma obsessão ou paixão desordenada por muitos livros. Agora o que torna uma pessoa bibliomaniaca é uma questão difícil de responder por que não existe uma causa geral e de certa forma todas estão entrelaçadas entre si.

Outras causas que também contribuem para a bibliomania são: ganância, inveja, vaidade, orgulho e até mesmo medo. É importante realçar que a bibliomania, pode ser tanto adquirida por diversos fatores quanto pode também ter causas naturais, ou seja, a pessoa já nasce com os sintomas bibliomaniacos.

Fonte
MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA
AUTOR: FERNANDO MUSTAFÁ COSTA
Orientador: Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro
São Paulo, 05 de dezembro de 2009
TCC_Bibliofilia_Fernando Mustafa
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