quinta-feira, 2 de abril de 2015

Bibliofágos, Bibliotáfios e os Bibliocastas



Bibliofágos, Bibliotáfios e os Bibliocastas
Se os bibliófilos são famosos por amarem seus livros e às vezes gastarem verdadeiras fortunas por exemplares velhos, empoeirados e sujos; e bibliomaniacos têm compulsões megalomaníacas em adquirir e possuir livros e que bibliocleptomaniacos roubam livros Precisamos destacar mais três comportamentos que apresentam certo grau de curiosidade – os bibliofágos, bibliotáfios e os bibliocastas.

Bibliofágos são os mais conhecidos e bizarros da espécie. Muito se escreve humoristicamente sobre eles, pois são devoradores de livros, literalmente. Não existem razões claras para afirmar o que faz com que pessoas comam papel. Segundo Raabe as pessoas comem porque pensam que dessa forma aumentarão sua compreensão ao conteúdo. Mas não é só no ramo dos livros que se ingere papel: um exemplo são as pílulas de Frei Galvão, que na verdade são papéis de arroz com inscrições e orações, distribuídas pelas irmãs do Mosteiro da Luz de São Paulo, para cura, milagres e para ajudar as fieis engravidarem.

Bibliotáfios – táfios (tumbas) - colecionam seus livros, mas em oposição aos bibliófilos e bibliomanicos que os exibem, preferem esconde-los e têm o hábito de enterrá-los. O motivo que leva uma pessoa em sã consciência a fazer isso ainda não foi descoberto: testemunhas relatam que é por pensarem na preservação do conhecimento para gerações futuras. Como John Steward, que enterrou algumas obras nas quais acreditava estava contido um novo evangelho para salvação da humanidade. O caso extremo é quando essas pessoas possuem o desejo de, ao morrerem, for enterradas com seus livros favoritos.

Bibliocastia é uma das loucuras mais perigosas relacionadas ao livro, que consiste na destruição de livros e bibliotecas. O escritor venezuelano Fernando Baez em sua História Universal da Destruição das Bibliotecas, percorre ao longo da história da humanidade, os motivos e impactos da destruição de livros. Na maioria das vezes, a destruição de livros é motivada por motivos religiosos (de cunho fanático) e políticos (censura). Assim como no período medieval, muitos livros foram preservados, muitos livros também foram queimados (às vezes junto a seus donos) por conterem conteúdos considerados hereges, contrários a fé cristã ou muçulmana. Na Alemanha nazista, a queima de livros precedeu a morte de milhares de pessoas. E também não faz muito tempo, uma igreja de segmento protestante dos Estados Unidos realizou uma grande queima de livros da Harry Potter da escritora britânica J.K. Rowling por fazer alusões à bruxaria.
  
Fonte
MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA
AUTOR: FERNANDO MUSTAFÁ COSTA
Orientador: Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro
São Paulo, 05 de dezembro de 2009
TCC_Bibliofilia_Fernando Mustafa
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